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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Mensagens da Idade da Pedra (Santa Catarina)


Texto original: Dauro Veras

Adaptação: Letícia de Assis


No litoral de Santa Catarina, inscrições e monumentos deixados por nossos ancestrais pré-históricos desafiam a imaginação.



Há milhares de anos, o litoral catarinense era habitado por homens primitivos. Sabemos pouco sobre esses nossos ancestrais, mas eles deixaram mensagens gravadas na rocha para as futuras gerações. Além disso, supõe-se que inúmeras formações rochosas de pedras sobrepostas presentes em diversos pontos da costa catarinense fossem observatórios astronômicos: ainda hoje servem para marcar solstícios e equinócios e algumas delas chegam a desorientar bússolas nas suas proximidades.

    
E se as inscrições rupestres já despertam curiosidade por serem pré-históricas, que dizer então sobre as hipóteses levantadas durante as tentativas de traduzir seu significado. Pesquisadores locais estabeleceram semelhanças entre os desenhos pré-históricos e os atuais sinais usados pelos cientistas para representar o código genético e a divisão celular. As semelhanças são mesmo espantosas!

Seriam nossos ancestrais pré-históricos capazes de ler as estrelas e conhecer os segredos da vida? 



Fáceis de ver



A arte rupestre em Santa Catarina tem idade estimada entre 3 e 10 mil anos. Presentes em quase todo o litoral, desde São Francisco do Sul até os arredores de Laguna, as inscrições dividem as praias com milhões de turistas que, em sua maioria, nem sabem de sua existência. Também já foram catalogados sítios arqueológicos nas ilhas oceânicas próximas a Florianópolis e, no interior, nos municípios de Urubici, Gaspar e Ilhota.


A tarefa de 'traduzir' o que dizem esses desenhos ainda vai desafiar a Ciência por um bom tempo. Mas há pistas de que as formas geométricas encontradas representam conhecimentos universais. O número sete, por exemplo, sagrado em muitas religiões 'primitivas', é encontrado com frequência, enquanto máscaras gravadas em pedra na Ilha do Campeche guardam espantosa semelhança com as encontradas na escrita figurativa dos astecas, do México. Uma cruz dupla, também achada na Ilha do Campeche em Floripa, já foi reconhecida em Sanguá, na Aamazônia, e em Tiahuanaco, na Bolívia.



Nossa Ilha de Páscoa



Outra inscrição instigante da Ilha do Campeche é o painel com uma dupla máscara. No lado direito está gravado o símbolo da terceira visão – existente nas culturas maia, egípcia e hindu, entre outras – que representa o ser integral, usando 100% de sua capacidade. A máscara da esquerda corresponderia ao duplo astral ou corpo etéreo, também presente em outras culturas. Todas essas 'coincidências' indicam a possibilidade destes desenhos terem sido feitos por povos nômades que por aqui passaram num passado remoto.


Riquíssima em inscrições rupestres, a Ilha do Campeche esconde enigmas como um conjunto de hexágonos que é único no mundo e a “pedra do ferro elétrico”, que desorienta bússolas colocadas sobre ela. 



Dólmens e menires



O fascínio dos sítios arqueológicos não pára por aí. Em diversos pontos da costa catarinense há formações de pedras sobrepostas que chamam a atenção por sua singularidade. O pescador profissional Adnir Antonio Ramos, nativo da Barra da Lagoa, Floripa, pesquisa essas formações desde 1988 e chegou à conclusão de que elas foram colocadas deliberadamente nas posições em que estão para permitir observações cosmológicas. Ou seja, seriam dólmens e menires.


A palavra dólmen vem do bretão e quer dizer “mesa de pedra”. Menir – popularizada nas hitórias em quadrinhos do Asterix – também vem do bretão, significando “pedra longa”. Essas formações estão presentes em vários lugares do planeta, e a mais famosa é Stonehenge, na Grã-Bretanha, um sofisticado observatório astronômico construído há milhares de anos.


Fonte: http://www.santacatarinaturismo.com.br

Colaboração: Dri Watanabe

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