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domingo, 4 de março de 2012

DNA de 'Homem de Gelo' revela problemas de saúde

Ötzi, homem de 5,3 mil anos encontrado congelado nos Alpes, tinha problemas cardiovasculares e infecção bacteriana

01 de março de 2012 | 8h 06

Uma equipe de cientistas acaba de publicar a sequência de DNA quase completa de Ötzi, o 'Homem de Gelo', que viveu há 5,3 mil anos. Ele foi encontrado em 1991 nos Alpes italianos por caminhantes, na fronteira entre a Itália e a Áustria. Bem preservado, tornou-se um dos cadáveres mais estudados pela ciência.
Bem preservado, Ötzi tornou-se um dos cadáveres mais estudados pela ciência - Samadelli Marco/EURAC
Bem preservado, Ötzi tornou-se um dos cadáveres mais estudados pela ciência.

Os pesquisadores já descobriram que Ötzi sofria de endurecimento nas artérias e tinha cáries, antes de morrer com uma flechada nas costas. "Gostaríamos de saber tanto quanto possível sobre as condições de vida, sobre ele mesmo e sobre as causas da morte. Tentamos reconstruir a cena do crime tanto quanto possível", diz Albert Zink, chefe do Instituto para Múmias e o Homem de Gelo em Bolzano, Itália, líder do estudo.

Em 2008, cientistas fizeram o sequenciamento completo do DNA de mitocôndrias de Ötzi. Havia mutações não encontradas em populações atuais, o que levou a especulações que ele teria pertencido a populações que desapareceram da Europa. Para ter um retrato mais completo dos ancestrais de Ötzi e seus traços genéticos, a equipe sequenciou o DNA do núcleo de células dos ossos pélvicos.
Os dados sugerem que Ötzi tinha olhos castanhos e sangue tipo O, e era intolerante à lactose. A equipe também descobriu variações genéticas relacionadas ao endurecimento das artérias, que poderiam facilitar os depósitos de cálcio encontrados em exames. "Ele não era obeso, era muito ativo e não tinha fortes fatores de risco para desenvolver calcificações no coração", diz Zink. "Talvez ele desenvolveu isso devido à predisposição genética".

O genoma de Ötzi também dá dicas sobre outros problemas de saúde: a equipe descobriu quase dois terços do genoma da Borrelia borgdorferi, uma bactéria que causa a doença de Lyme. Embora não haja outros sinais que denunciem a doença, os autores especulam que as tatuagens encontradas na coluna, nos tornozelos e atrás do joelho direito poderiam ser uma tentativa de combater dores articulares que ocorrem quando a doença não é tratada. 

Fonte: Estadão

Físicos explicaram assimetria entre matéria e antimatéria no Universo

1.03.2012, 12:23



Os físicos chegaram um passo mais perto da resposta à questão: porque é que o Universo é composto essencialmente de matéria e não de antimatéria?

Os teóricos consideram que a Grande Explosão gerou matéria e antimatéria em quantidades iguais. Porém, nosso Universo se compõe principalmente de matéria. Antimatéria ocorre com relativa raridade, sendo na maioria das vezes observada nos aceleradores de partículas elementares aquando de reações nucleares, assim como nos raios espaciais. A resposta à questão de saber onde foi parar toda a antimatéria original é um dos principais enigmas da física por explicar.

Um experimento acabado de realizar nos Estados Unidos veio confirmar os dados anteriormente recolhidos de que as partículas elementares da antimatéria desintegram-se mais rápido do que seus as da matéria. Os resultados do experimento foram divulgados durante uma conferência sobre a física das partículas elementares que está decorrendo em Itália. As diferenças de velocidade da desintegração das partículas podem ser a razão da existente assimetria entre a matéria e a antimatéria no Universo.

Arqueólogos egípcios descobrem nome de faraó achado em Luxor

04 de março de 2012 



Uma equipe de arqueólogos descobriu na cidade monumental de Luxor, no sul do Egito, o nome de um faraó até agora desconhecido, pertencente à XVII dinastia (1680-1580 a.C.), informou neste domingo o Conselho Supremo de Antiguidades egípcias (CSA).

Em comunicado, o CSA revelou que o nome do rei é Sen Negt N Ra. Ele foi localizado em um cartucho real - medalhão de formato oval com o hieróglifo do faraó - em uma porta de pedra caliça durante escavações no templo de Karnak, em Luxor, a 700 km ao sul do Cairo. Pelas inscrições na porta, este faraó dedicou em Karnak várias construções ao deus Amon-Ra, a principal divindade de Tebas, onde hoje fica Luxor.

Com essa descoberta, a história antiga egípcia acrescenta um novo faraó à XVII dinastia, cujos reis libertaram o Egito da ocupação dos hicsos, povo guerreiro semítico procedente da Ásia que dominou o país do Nilo durante 150 anos a partir de 1730 a.C.

Fonte: Terra

Sonda Cassini detecta oxigênio em lua de Saturno

Fonte: EFE

A sonda espacial Cassini detectou oxigênio em uma baixa concentração em Dione, uma das luas de Saturno, o que indica que o planeta teria uma tênue atmosfera, embora muito menos densa que a da Terra.

"A sonda Cassini encontrou pela primeira vez íons de oxigênio molecular na gelada lua de Saturno de Dione", anuncia um comunicado emitido nesta sexta-feira pela equipe encarregada da missão.

No entanto, os íons de oxigênio estão muito dispersos - um por cada 11 centímetros cúbicos -, o que faz esta concentração equivalente à da atmosfera da Terra a uma altura de 480 quilômetros.

"Agora sabemos que Dione, da mesma forma que os anéis de Saturno e sua lua Rhea, é uma fonte de moléculas de oxigênio", indicou Robert Tokar, um membro da missão Cassini no Laboratório Nacional de Los Álamos (EUA).

Em sua opinião, esta descoberta confirma que o oxigênio é comum no sistema de luas de Saturno e que pode surgir em processos que não implicam formas de vida.

O oxigênio, elemento básico para a vida na Terra - onde sua concentração na atmosfera chega a cerca de 21% -, poderia se originar nas luas de Saturno devido a fótons solares ou partículas de energia que impactam contra a superfície de água gelada do satélite.

Os cientistas não pensavam que Dione, devido a seu pequeno tamanho, pudesse abrigar uma atmosfera. A nova descoberta faz deste pequeno satélite um objeto de estudo muito mais interessante.

A sonda Cassini, lançada em 1997, é uma missão que conta com a participação da Nasa, da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Agência Espacial Italiana, cujo objetivo é estudar as mudanças climáticas em Saturno e em suas luas.

Colaboração: Elaine Maria Hadad

sexta-feira, 2 de março de 2012

Grã-Bretanha libera 9 mil páginas de investigações sobre óvnis

Atualizado em  11 de agosto, 2011 - 12:52 (Brasília) 15:52 GMT 

O governo britânico liberou para o público quase 9 mil páginas de arquivos secretos sobre supostas aparições de óvnis (Objetos Voadores Não Identificados).

Os 34 arquivos foram coletados entre 1985 e 2007.

Em um dos documentos, um comandante militar prevê que a população ficaria decepcionada se soubesse que "falta de fundos e outras prioridades" estavam impedindo o prosseguimento das investigações sobre os óvnis.

"Um dos documentos mais interessantes nos arquivos é de um oficial do serviço secreto que afirma que, apesar dos milhares de relatos recebidos desde a Segunda Guerra Mundial, eles nunca estudaram ou gastaram dinheiro com o assunto e que as pessoas não acreditariam nisso se soubessem", diz o consultor dos arquivos David Clarke.

O documento datado de 5 de julho de 1995 afirma que a imagem que a mídia consagrou da agência britânica de Inteligência DI55 “como defensora da Terra contra o perigo alienígena” estaria "anos-luz de distância da verdade".

O ex-investigador do ministério da Defesa britânico Nick Pope, que trabalhou na entidade entre 1991 e 1995, diz que "o fascinante sobre os arquivos é que eles refletem o debate que existe na sociedade: é interessante sermos visitados por alienígenas ou é pura bobagem?"

"Nós tínhamos os mesmos debates no Ministério da Defesa", diz ele.

Casos

Entre os documentos está o testemunho feito em 2001 de um controlador de vôo então aposentado da aeronáutica sobre um incidente ocorrido na região de Suffolk em 1956.

Freddie Wimbledon diz ter enviado jatos para interceptor um óvni captado por radar e testemunhos de pessoas. Um dos aviões seguiu o óvni de perto antes que ele partisse a "uma velocidade incrível".

Outros documentos relatam o testemunho de várias pessoas que dizem ter visto um óvni sobre o festival de Glastonbury, em 2003 e um disco voador sobre Nottinghamshire.

Mas há também o registro da reclamação de uma mãe e filha que foram ao Ministério da Defesa relatar terem visto um óvni "com o formato de um verme" sobre o bairro londrino de East Dulwich em 2003.

Durante seu depoimento, dois homens "vestidos em trajes espaciais e óculos escuros que se diziam chamar Mok e Mindy" se juntaram aos policiais, em uma aparente brincadeira com a denúncia das duas mulheres.

Na carta, a mulher diz acreditar que isso aconteceu "para nos fazer parecer idiotas e presumir que nossa história era inacreditável".

Os arquivos podem ser baixados gratuitamente durante 30 dias.

Para fazer downloads dos arquivos: http://www.nationalarchives.gov.uk/ufos/

Fonte: BBC



Cristais que guardam 1 milhão a mais de dados

Novos Cristais
Estes cristais poderiam armazenar até 1 exabyte em um cartão SD

Cientistas da Flórida descobriram um material que é capaz de armazenar entre mil e um milhão de vezes mais dados que as atuais memórias. Esta capacidade de guardar informação não tem precedentes e em um breve período poderíamos estar falando de chips de memória de 1 Exabyte -petabyte  seria coisa para fracos-. Espetacular avanço que levará à informática a cotas nunca vistas. A singularidade tecnológica bate à porta.

Na Universidade da Flórida estão trabalhando com exóticos materiais que serão capazes de armazenar uma quantidade de informação nunca vista até agora. Os responsáveis pelo estudo dizem que se trata de cristais muito particulares que funcionam de uma maneira determinada no âmbito químico, de tal modo que os cristais já possuem uma estrutura especial a nível nanométrico que lhes permite guardar os dados de forma inerente. Normalmente os chips são fabricados pensando em interpor camadas de material que se possa interpretar como valores armazenados, mas estes estranhos cristais o fazem de modo natural graças a suas particulares estruturas atômicas.

Naresh S. Dalal, o especialista em bioquímica encarregado da pesquisa, diz que são materiais multiferróicos e isso quer dizer que são ao mesmo tempo ferromagnéticos e ferroelétricos, dependendo da temperatura a que sejam submetidos.

- "Normalmente, estas duas propriedades são mutuamente excludentes", disse Dalal. "A maioria dos materiais são ferromagnéticos ou ferroelétricos e são baseados no número de elétrons na camada eletrônica exterior do íon. Portanto, a busca de quatro materiais multiferróicos ao mesmo tempo é cientificamente significativo e abre numerosas portas em termos de aplicações potenciais."

Em teoria com esses quatro cristais seria possível desenhar chips bem menores e bem mais capazes quanto ao armazenamento de dados. Da ordem de um milhão de vezes. Enquanto um cartão SD atual guarda 1 Gigabyte, um dispositivo do mesmo tamanho feito com estes materiais poderia guardar até 1 exabyte. A má notícia é que, por enquanto, esses exóticos cristais precisam ser submetidos a 150 graus abaixo zero para funcionar com essas capacidades. Mas os cientistas continuam estudando e pesquisando ver se encontram materiais similares a temperatura ambiente.

Fonte: Negócio Digital

quinta-feira, 1 de março de 2012

Telescópio ajuda a desvendar vida extraterrestre ao olhar para a Lua

29/02/2012 17h46 - Atualizado em 29/02/2012 20h47



Método permite ver a Terra como se fosse planeta fora do Sistema Solar.
Experiência foi feita com instrumento localizado no Chile.

Uma equipe internacional de astrônomos desenvolveu uma nova técnica para determinar indícios de vida em outros planetas por meio da qual analisa a luz terrestre refletida na Lua, o que poderia superar dificuldades de métodos convencionais.
Os resultados do teste foram publicados na revista científica "Nature". O método estudou a Terra como se ela estivesse fora do Sistema Solar. A observação foi feita por meio do reflexo que o planeta projeta sobre seu satélite natural.
A equipe observou o fenômeno com o telescópio de longo alcance VLT, situado no deserto do Atacama, no Chile.
Lua na região do telescópio VLT, no Chile, refletindo parte da luz que a Terra recebe do Sol. (Foto: ESO/B. Tafreshi/TWAN)Lua na região do VLT, no Chile, refletindo parte da luz que a Terra recebe do Sol. (Foto: ESO/B. Tafreshi/TWAN)
O sol brilha sobre a Terra e sua luz se reflete por sua vez sobre a superfície lunar. Isso faz o satélite atuar como se fosse um grande espelho, que devolve a luz de volta para a Terra, segundo explicou Michael Sterzik, pesquisador do Observatório Europeu Austral e principal autor do estudo.
Os investigadores procuraram indicadores, como por exemplo certas combinações de gases na atmosfera terrestre, que são considerados indícios de vida orgânica, como a presença simultânea de metano, vapor de água e oxigênio.
Precisamente, o que os investigadores mediram neste trabalho é como luz se polariza dependendo da superfície sobre a qual se reflete, explicou Enric Pallés, do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC), que também faz parte do estudo.Ao contrário de pesquisas anteriores, a nova técnica explora a polarização. Quando a luz se polariza seus campos magnético e elétrico têm uma orientação determinada (as ondas vibram numa direção concreta).
O gelo, as nuvens, a terra ou os oceanos podem fazer a superfície se polarizar em graus e cores determinadas.
O grupo analisou a luz que refletia a Terra sobre a Lua como se fosse a primeira vez que vissem o planeta e essa luz indicou que a atmosfera terrestre é parcialmente nublada, que parte de sua superfície está coberta por oceanos e outro "dado crucial": existe vegetação.
Os cientistas puderam inclusive detectar mudanças que se produzem na cobertura das nuvens da Terra e na quantidade de vegetação em diferentes partes do planeta (tudo isso com o reflexo sobre a Lua).
Esta nova forma de buscar vida extraterrestre busca superar métodos convencionais: a luz de um planeta distante é muito difícil de se analisar porque é eclipsada pelo brilho da estrela que o ilumina.
Para Stefano Bagnulo, pesquisador do Observatório de Armagh, no Reino Unido, a tentativa "é comparável a observar um grão de pó junto a uma lâmpada potente".
No entanto, o reflexo do planeta sobre seu satélite está orientado numa direção, o que permite sua análise de forma simples mediante técnicas que separam a luz polarizada da não polarizada.
Na sede do Observatório Austral Europeu em Garching, na Alemanha, analistas disseram que a descoberta pode contribuir para futuros descobrimentos em outros lugares do Universo.
"Se existe vida fora do Sistema Solar, encontrá-la depende exclusivamente da existência de técnicas adequadas", disse Pallés. Ele afirma que daqui a 10 ou 12 anos, o metódo poderia ser utilizado em telescópios.
A equipe do IAC admitiu que este novo "método não revelará dados sobre homenzinhos verdes ou vida inteligente, mas sua aplicação nas novas gerações de telescópios mais potentes poderia facilmente brindar a humanidade com a notícia de que há vida além de seu planeta".
Fonte : G1
Colaboração Elaine Maria Hadad
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