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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Não param os receios provocados pelo asteróide Apophis


A Rússia irá enviar em 2020 para o asteróide Apophis um “trator gravitacional” para testar a tecnologia de desvio das órbitas de objetos espaciais que possam ameaçar a Terra.


Apophis, asteroide, roskosmosEm 2023, partirá um aparelho para pousar em Ganímedes, satélite de Júpiter, e procurar indícios de vida. Estes dois projetos figuram na apresentação doTSNIIMASH (Instituto de pesquisa central de construção de máquinas)uma estrutura filial da Roskosmos, no Congresso Internacional Aeroespacial que encerra os seus trabalhos na sexta-feira em Moscou. A apresentação foi organizada no âmbito do programa Estratégia para o desenvolvimento da atividade espacial até 2030 entregue pela Roskosmos ao governo nesta primavera.

Depois da descoberta do Apophis, há 8 anos, os cálculos demonstraram que ele pode colidir com a Terra em 2029 com uma probabilidade de 1:37. Depois se verificou que não haveria catástrofe. Mas se o asteróide entrar num “funil” gravitacional com apenas centenas metros de largura, então irá colidir na aproximação seguinte em 2036. A probabilidade de acertar é de 4 para um milhão. Quando o Apophis se dirigir para o “funil”, ao “trator gravitacional” bastará desviá-lo ligeiramente para reduzir a hipótese de colisão para zero. A ideia de um “trator” desses é conhecida, diz-nos o membro-correspondente da Academia Russa de Cosmonáutica Yuri Karash.

“Será um corpo que irá girar à volta do asteróide e interferir com o seu movimento. Se o asteróide for descoberto muito antes de ele se aproximar da Terra a uma distância perigosa, enviando-lhe o “trator” poder-se-á gradualmente desviá-lo da trajetória perigosa.”
Para o astrofísico do Instituto Astronómico Sternberg da Universidade estatal de Moscou Vladimir Surdin as preocupações causadas pelo Apophis fazem sentido.

“Os cálculos demonstram o lado que a Terra terá virada para o asteróide em 2036, quando ele passar junto a nós. Infelizmente, será o lado da Rússia, ou melhor, da Eurásia. O local provável da colisão passa pelo território russo. Sem cálculos precisos, ainda não se pode dizer se ele passará ao lado.”
Ao contrário do envio do “trator”, o voo do aparelho russo para o sistema de Júpiter já estava planejado há muito. Se tratava do seu satélite Europa que tem a fervilhar debaixo da superfície um caldo de minerais em água que, teoricamente, podia sustentar algumas formas de vida. O perito em cosmonáutica Igor Lisov explica a razão da escolha final de Ganímedes.

“Se verificou que não existe equipamento eletrônico resistente à radiação que pudesse trabalhar na superfício do Europa. Tivemos de recuar um pouco de Júpiter para um satélite mais distante, mas igualmente interessante, e pensar em como estudá-lo.”

De acordo com Igor Lisov, a apresentação do TSNIIMASH é um reflexo da busca por algum objetivo global para depois de 2020, quando a EEI fôr retirada de órbita e afundada no oceano. Talvez faça realmente sentido começarmos a ocupar-nos dos asteróides dentro das intenções dos americanos que querem pousar num deles até 2025, diz o perito. Também não é obrigatório que a apresentação do Instituto e os planos da Roskosmos sejam a mesma coisa.

SUPERTEMPESTADE SOLAR EM 2013 DEIXA GOVERNOS EM ESTADO DE ALERTA



Supertempestade solar em 2013 deixa governos em estado de alertaUma potente tempestade solar prevista para 2013, quando o Sol chegará a um ponto crítico do seu ciclo natural, poderá causar enormes danos e até resultar na morte de pessoas, segundo a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. A Nasa já emitiu uma sinal de alerta sobre o fenômeno, e o governo dos Estados Unidos lançou um chamado à população para enfrentar o que poderá ser uma verdadeira catástrofe.

Dentro do plano de emergência sugerido está a coleta comunitária de recursos básicos como água, energia e alimentos. De acordo com a Academia Nacional de Ciências, as partículas geomagnéticas emitidas pelo Sol poderiam destruir mais de 300 dos 2.100 transformadores de alta voltagem da rede elétrica dos EUA. Em um pior cenário, milhões de pessoas poderiam morrer.

Vários países da Europa, como Espanha, Alemanha e França, já estão trabalhando neste mesmo sentido para um plano de prevenção diante dos possíveis problemas que estas erupções solares poderão causar. De qualquer maneira, ainda não é possível saber qual será exatamente o tamanho do estrago deste fenômeno, já que um campo magnético que protege a Terra está preparado para repelir a radiação de uma tempestade geomagnética.

A expectativa é que a medida que a tempestade solar se aproxime - em um período ainda não definido do próximo ano - será possível avaliar quais são exatamente os perigos aos quais a Terra estará exposta. Contudo, os governos já começam a ser preparar para enfrentar o pior cenário possível.

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Terra

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Procurarão marcianos em Fobos


Procurarão marcianos em Fobos

© Foto: ru.wikipedia.org



A NASA e a Universidade Purdue decidiram avaliar o grau de probabilidade de que rastos da vida marciana podem existir em Fobos, satélite do Planeta Vermelho. Supõe-se que a vida podia ter sido trazida a Fobos de Marte, por meteoritos.

Os cientistas opinam que uma amostra tomada em Fobos, mais facilmente alcançável que Marte, conteria, quase de certeza, material marciano lançado para o Espaço depois da colisão dum grande asteróide com o Planeta Vermelho. Se a vida existe (ou existiu nos últimos 10 milhões de anos) em Marte, uma missão a Fobos poderia dar ao mundo as primeiras provas de existência da vida fora da Terra.

Missão GRAIL, Continuaçao. EUA, Rússia, Índia e China querem ir à Lua


Missão GRAIL, Continuaçao. EUA, Rússia, Índia e China querem ir à Lua
Foto: EPA



Duas sondas do projeto GRAIL (NASA) para estudo da Lua encerraram a missão principal e preparam para a missão de continuação – ela partirá no final de agosto. Os próximos lançamentos para a Lua estão programados para o próximo ano. Apesar de seus principais objetivos serem científicos, a corrida lunar, que se desenvolve, possivelmente está relacionada já não apenas com a ciência.

O projeto GRAIL (abreviatura de Gravity Recovery And Interior Laboratory - Estudo laboratorial da gravitação e composição interna - lançado em 10 de setembro de 2011) é tecnicamente bastante complexo. Ele consiste de dois satélites praticamente iguais, que seguem um após outro, por uma mesma órbita polar baixa, quase circular. O principal instrumento a bordo é o complexo LGRS(abreviatura de Lunar Gravity Ranging System - Sistema de avaliação da gravitação lunar) em essência é um conjunto de transmissores e antenas para enviar e receber sinais, necessário para medir, o mais exatamente possível, a distância entre as duas sondas. Quando ambas as sondas, GRAIL-B e GRAIL-A passam sobre territórios lunares com maior ou menor concentração de massa (e como consequência com maior ou menor força de gravitação) sua velocidade relativa e disposição mudam. Estas mudanças podem ser medidas e depois, por elas, restabelecer a forma do campo gravitacional da Lua. Consegue-se medir a distância entre as sondas GRAIL com exatidão de alguns microns.
Os dados GRAIL, em combinação com os mapas topográficos detalhados da Lua e dados da composição da superfície lunar, devem ajudar a estudar a estrutura interna de nosso satélite e sua evolução e também como a Lua reage à força de gravidade da Terra.
Além destas tarefas, estritamente científicas, os dados sobre o campo gravitacional da Lua são necessários para a exploração de nosso satélite: a ideia de povoação, ou pelo menos de estudo da Lua pelos homens continua viva. A questão é: quem e para que quer voar para a Lua.
Em maio do próximo ano a NASA planeja enviar mais uma sonda à Lua, a missão LADEE (Lunar Atmosphere and Dust Environment Explorer - Pesquisador da atmosfera lunar e poeira circundante) que completará a frota de engenhos americanos em torno de nosso satélite (além do GRAIL, nela entram as sondas ARTEMIS e LRO).
A China tem planos lunares para o próximo ano, quer lançar à lua a sonda Chang'e 3 com veículo lunar. O projeto russo Luna-Glob, já dividido em dois lançamentos relativamente independentes de sondas orbital e de alunissagem, e também o Luna-Ressurs (em conjunto com o projeto indiano Chandrayaan-2) são para os próximos anos. Por enquanto a Europa está um pouco atrasada nos planos, que não tem projeto lunar científico definido, além do anseio geral de expedição pilotada para a Lua.
Pressupõem-se que o período até 2020, será dedicado à pesquisa científica da Lua, depois do qual virão os voos pilotados ao satélite da Terra e, possivelmente, a construção de base lunar. Parece que nos tornamos testemunhas da segunda corrida lunar, apesar de menos encarniçada do que a corrida dos anos 1960. A Lua torna-se novamente arena, não tanto de luta científica, quanto de choques políticos e até mesmo enfoques culturais. As potências cósmicas “mais velhas” falam da exploração da Lua com cuidado e salientam a necessidade de cooperação internacional e também de elaboração de objetivos a longo prazo de permanência em nosso satélite, os membros “mais novos” do clube cósmico, antes de mais nada a China e o Irã, parece que não consideram estas questões primordialmente importantes. Deste ponto de vista a Lua é interessante já não como objeto de pesquisa científica. Um dos objetivos da “corrida cósmica” de meados do século passado (além dos militares) consistia em provar qual sistema – capitalista ou socialista – era mais eficiente. Em traços fundamentais estas tarefas continuam também no século XXI.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Morador do Distrito de Pirabeiraba registra fenômeno estranho no céu




Morador do Distrito de Pirabeiraba registra fenômeno estranho no céu
Feixe de luz foi visto na direção da Serra Dona Francisca


Sidnei Gonçalves, 39 anos, passeava pelo Centro de Pirabeiraba quando se deparou com um enorme feixe de luz Foto: Pena Filho / Agencia RBS

Na manhã deste domingo, um morador da Estrada Mildau, em Pirabeiraba, filmou um fenômeno estranho no céu. Sidnei Gonçalves, 39 anos, passeava pelo Centro de Pirabeiraba quando se deparou com um enorme feixe de luz.

— Era como se fosse um rastro, mas diferente dos deixados pelos aviões, que logo some. Ele ficou durante muito tempo —, conta.

O fenômeno foi filmado na direção da Serra Dona Francisca, por volta das 6h30.

— Acho que pode ter havido alguma explosão. Porque foi algo muito diferente, que eu nunca tinha visto —, relata.

Neste final de semana, Pirabeiraba também registrou outro fato. A Defesa Civil de Joinville confirmou que houve pelo menos nove tremores de terra na região de Pirabeiraba, zona Norte de Joinville, entre às 21 horas deste sábado e a manhã de domingo.

Assista ao vídeo:

http://www.jornalfloripa.com.br/cidade/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=922



sexta-feira, 4 de maio de 2012

Vídeos mostram gigantesco buraco em Vênus


Algumas pessoas filmaram Vênus neste mês e flagraram o que parece ser um gigantesco buraco en sua atmosfera ou em sua superfície. Outros dizem que se trata de “objetos” que estão na órbita de Vênus. Suas dimensões são colossais.

Vídeo do dia 29/04/2012.


Vídeo do dia 26/04/2012.


Vídeo mostrando imagens do dia 19/02/2011 com as do mês de abril de 2012.


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Astrônomos flagram buraco negro devorando estrela


A mancha rosa no centro da imagem é a explosão registrada pelo Chandra. Foto: Nasa/CXC/Curtin University/STScI/Middlebury College/Divulgação

Astrônomos americanos observaram em "tempo real" o momento em que um buraco negro supermassivo engolia uma estrela do qual se aproximou demais, um fenômeno excepcional que só ocorre uma vez a cada 10 mil anos, em média, em uma galáxia.
"Os buracos negros são um pouco como os tubarões. Consideramos, sem razão, que são máquinas perpétuas de matar. Na verdade, são tranquilos na maior parte da vida. Mas ocasionalmente, uma estrela se aventura perto demais e o frenesi carnívoro se desencadeia", explicou Ryan Chornock, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, co-autor do estudo publicado nesta quarta-feira na revista científica britânica Nature.
Acredita-se que a maioria das galáxias do universo abrigue um destes buracos negros supermaciços, com massa entre 1 milhão e 1 bilhão de vezes superior à do nosso sol. Alguns são detectados graças à intensa radição que emitem quando aspiram gás.
Mas se o entorno dos buracos for pobre em gás, as fagulhas ficam fracas e por isso fica difícil estudá-los, ao menos surpreendê-los em pleno almoço, como fizeram Chornock e Suvi Gezari, da universidade americana Johns Hopkins.
Em 31 de maio de 2010, por meio do telescópio Pan-STARRS 1, no Havaí, foi descoberta uma luz inesperada procedente de uma galáxia situada a 2,7 bilhões de anos-luz. A luz foi se intensificando até alcançar seu ponto culminante em 12 de julho, antes de desaparecer gradativamente.
"Observamos a morte de uma estrela e sua digestão por parte do buraco negro em tempo real", explicou Edo Berger, que participou do estudo. A luz emanada de um buraco negro supermassivo que estava até agora adormecido, com massa equivalente a 3 milhões de massas solares, equivale à do buraco negro situado no centro da nossa galáxia.
A estrela estava tão próxima que as "forças de maré" geradas pelo campo de gravidade do buraco negro a desmembraram. Os gases que a formavam foram aspirados pelo ogro cósmico, fazendo aumentar tanto a temperatura que produziram a luz detectada pelos astrônomos.
O "Sgr A*" (Sagittarius A estrela), buraco negro supermassivo da nossa galáxia, está prestes a engolir uma grande nuvem de gás, que se aproxima dele. No verão de 2013, a nuvem se aproximará a 40 bilhões de km do "horizonte de eventos" do buraco negro, limite a partir do qual o que acontece é impossível de ser detectado.

Fonte: Terra e AFP

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Bilionários planejam mineração em asteroides


Um grupo de bilionários está planejando uma operação de mineração em asteroides.
O projeto de milhões de dólares prevê o uso de espaçonaves robóticas para extrair componentes químicos usados em combustíveis, além de minerais como platina e ouro. Minerais raros também serão prospectados.
larry-page
Entre os envolvidos nos planos está o cineasta americano e explorador James Cameron, além de um dos fundadores do Google, Larry Page, e seu presidente executivo, Eric Schmidt.

A companhia, batizada de Planetary Resources (Recursos Planetários, em tradução livre), também conta com o apoio do pioneiro do turismo espacial, Eric Anderson, o filho do ex-candidato à Presidência americana, Ross Perot Jr., e o astronauta veterano Tom Jones.
O primeiro passo do empreendimento será dado nos próximos 18 ou 24 meses, com o lançamento do primeiro de uma série de telescópios que vão procurar asteroides ricos em recursos minerais. O objetivo será abrir a exploração do espaço para o setor privado da indústria.
Dentro de um período entre cinco e dez anos, a companhia espera progredir da venda de plataformas de observação em órbita em volta da Terra para serviços de prospecção. O plano da Planetary Resources é de extrair os recursos dos milhares de asteroides que passam relativamente próximos da Terra.
Os bilionários já planejam até criar um depósito de combustível no espaço até 2020.
"Temos uma visão de longo prazo. Não esperamos que esta companhia deem lucro do dia para noite. Isto levará tempo", disse Eric Anderson, um dos fundadores da Space Adventures, à agência de notícias Reuters.
Nem a sobrevalorização da platina e do ouro devem pagar o projeto. Uma próxima missão da Nasa (agência espacial americana) que pretende trazer de volta apenas 60 gramas de material de um asteroide vai custar cerca de US$ 1 bilhão.
COMBUSTÍVEL E CETICISMO
Além da extração de minerais raros, os bilionários planejam também extrair dos asteroides componentes usados em combustíveis. A água dos asteroides pode ser transformada, no espaço, em oxigênio líquido e hidrogênio líquido para ser usado em combustível de foguete.
O plano é que a água seja transportada do asteroide para um local no espaço, onde possa ser convertida em combustível. A partir deste ponto, poderá ser levada para a órbita da Terra para reabastecer satélites comerciais ou espaçonaves.
Os projetos do grupo de bilionários foram recebidos com ceticismo por vários cientistas.
Para o professor Jay Melosh, da Universidade Purdue, os custos de uma operação como esta seriam altos demais. Ele também disse que a exploração espacial é um "esporte que apenas as nações ricas, e aquelas que querem demonstrar grande avanço técnico, podem bancar".
"Um depósito (de combustível) dentro de uma década parece pouco possível. Espero que já tenhamos alguém para usar isto", disse Andrew Cheng, cientista planetário do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, à agência de notícias Associated Press.
Eric Anderson respondeu a estas afirmações dizendo que está acostumado com ceticismo.
"Antes de começarmos a levar pessoas para o espaço, como cidadãos privados, as pessoas pensaram que era uma ideia absurda", afirmou o pioneiro do turismo espacial, acrescentando que o projeto deve, sim, "gerar dinheiro".O projeto de milhões de dólares prevê o uso de espaçonaves robóticas para extrair componentes químicos usados em combustíveis, além de minerais como platina e ouro. Minerais raros também serão prospectados.
Entre os envolvidos nos planos está o cineasta americano e explorador James Cameron, além de um dos fundadores do Google, Larry Page, e seu presidente executivo, Eric Schmidt.
A companhia, batizada de Planetary Resources (Recursos Planetários, em tradução livre), também conta com o apoio do pioneiro do turismo espacial, Eric Anderson, o filho do ex-candidato à Presidência americana, Ross Perot Jr., e o astronauta veterano Tom Jones.
O primeiro passo do empreendimento será dado nos próximos 18 ou 24 meses, com o lançamento do primeiro de uma série de telescópios que vão procurar asteroides ricos em recursos minerais. O objetivo será abrir a exploração do espaço para o setor privado da indústria.
Dentro de um período entre cinco e dez anos, a companhia espera progredir da venda de plataformas de observação em órbita em volta da Terra para serviços de prospecção. O plano da Planetary Resources é de extrair os recursos dos milhares de asteroides que passam relativamente próximos da Terra.
Os bilionários já planejam até criar um depósito de combustível no espaço até 2020.
"Temos uma visão de longo prazo. Não esperamos que esta companhia deem lucro do dia para noite. Isto levará tempo", disse Eric Anderson, um dos fundadores da Space Adventures, à agência de notícias Reuters.
Nem a sobrevalorização da platina e do ouro devem pagar o projeto. Uma próxima missão da Nasa (agência espacial americana) que pretende trazer de volta apenas 60 gramas de material de um asteroide vai custar cerca de US$ 1 bilhão.

COMBUSTÍVEL E CETICISMO
Além da extração de minerais raros, os bilionários planejam também extrair dos asteroides componentes usados em combustíveis. A água dos asteroides pode ser transformada, no espaço, em oxigênio líquido e hidrogênio líquido para ser usado em combustível de foguete.
O plano é que a água seja transportada do asteroide para um local no espaço, onde possa ser convertida em combustível. A partir deste ponto, poderá ser levada para a órbita da Terra para reabastecer satélites comerciais ou espaçonaves.
Os projetos do grupo de bilionários foram recebidos com ceticismo por vários cientistas.
Para o professor Jay Melosh, da Universidade Purdue, os custos de uma operação como esta seriam altos demais. Ele também disse que a exploração espacial é um "esporte que apenas as nações ricas, e aquelas que querem demonstrar grande avanço técnico, podem bancar".
"Um depósito (de combustível) dentro de uma década parece pouco possível. Espero que já tenhamos alguém para usar isto", disse Andrew Cheng, cientista planetário do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, à agência de notícias Associated Press.
Eric Anderson respondeu a estas afirmações dizendo que está acostumado com ceticismo.
"Antes de começarmos a levar pessoas para o espaço, como cidadãos privados, as pessoas pensaram que era uma ideia absurda", afirmou o pioneiro do turismo espacial, acrescentando que o projeto deve, sim, "gerar dinheiro".

Fonte: BBC Brasil

A SpaceX está prestes a fazer história lançando a Dragon rumo a estação espacial


O próximo lançamento de uma nave espacial e foguete da SpaceX será um vôo de demonstração para a Estação Espacial Internacional e será um marco importante no caminho para as missões comerciais.
 

"Para minha mente é quase como se fosse o programa Apollo, disse Mike Horkachuck, executivo da NASA para o projeto da empresa SpaceX. "Tivemos o projeto  Mercury, então você teve Gemini e Apollo, eventualmente. Isso seria semelhante no sentido de que, nós não estamos indo para a Lua ou nada tão espetacular como isso, mas estamos nos primórdios da comercialização de espaço. Isso pode ser   equivalente ao projeto Mercury  que posteriormente pode levar a um voo tripulado, no futuro".


Sediada na Califórnia a Space Exploration Technologies l, conhecida como SpaceX, está se preparando para lançar uma ambiciosa missão de ancorar a nave espacial Dragon na a estação espacial e retornar à Terra. A sonda não terá uma tripulação, mas vai levar cerca de 1.200 quilos de carga que os astronautas e cosmonautas que vivem na estação serão capazes de usarem. A cápsula irá para o espaço através do foguete Falcon 9 também construído pela SpaceX.


Como a missão é um vôo de teste, a carga não é material considerado crítico para a tripulação, Horkachuck disse. O lançamento está previsto para 30 de abril  no complexo lançamento espacial 40 no  Cape Canaveral Air Force Station na Flórida, são mesmas as  plataformas de lançamento dos ônibus espaciais utilizados para transportar os componentes para a estação. Há também vários testes e revisões chegando no final deste mês semelhantes aos realizados à frente de missões com ônibus espaciais.


Se esta missão for bem sucedida, o Dragão deverá tornar-se operacional e iniciar o fornecimento regular  para a estação. Diferente de qualquer outra transportadora de carga, o Dragão pode trazer coisas de volta à Terra, também, uma bênção para os cientistas, cuja pesquisa está ocorrendo no laboratório orbital.


SpaceX já tem dois lançamentos com sucesso da Falcon 9 a seu crédito, junto uma demonstração de voo da cápsula Dragon, que em dezembro de 2010, tornou-se a primeira nave espacial privada construída e operada a ser lançada na orbita terrestre e em seguida foi recuperada.

"Acho que a missão (primeira demonstração) foi mais de um ponto de interrogação na minha mente", Horkachuck disse, "porque nenhuma cápsula que esses caras tinham construído antes tinha ido para o espaço, feito a manobra básica para mostrar que você tem controle de atitude, bem como re-entrada, para conhecer o veículo veio através de re-entrada relativamente incólume e todos os sistemas de pára-quedas funcionou perfeitamente, que era um negócio muito grande. "


Por causa das realizações  obtidas na primeira missão, a NASA e a SpaceX concordaram em combinar os planejados vôos de demonstração segundo e terceiro em um voo somente. Supondo que a nave espacial Dragon passe alguns dias de  verificações de equipamentos e de demonstração em órbita, será permitido dirigir-se a estação de perto o suficiente para os astronautas pegar a Dragon com um grande braço robótico da estação. O braço vai atracar a cápsula na estação e os astronautas da estação espacial irão descarregar e colocar cerca de 1.400 quilos de material dentro do Dragão para o retorno à Terra.


A missão deve durar cerca de 21 dias, Horkachuck disse. Para Horkachuck, o trabalho para essa missão começou há mais de cinco anos atrás, quando SpaceX e NASA assinaram um acordo de Lei do Espaço de trabalhar juntos para demonstrar que poderia transportar carga para a estação espacial em um foguete privado e naves espaciais. A NASA está a partilhar o custo para as missões de demonstração no âmbito do programa COTS, abreviação de Serviços de Transporte Comercial Orbital.


"Tem sido uma experiência muito boa", disse Horkachuck. "O acordo Space Act nos permite interagir com o contratante de uma forma muito mais cooperativa do que um contrato típico com o governo. Podemos sugerir como fizemos no passado e talvez eles vão usar isso, ou eles vão vir para cima com uma versão ligeiramente alterada para trabalhar através de um desafio. "


A integração do foguetes, da nave espacial e da missão como um todo tem sido uma experiência de aprendizagem para ambos SpaceX e NASA, Horkachuck disse. Por exemplo, SpaceX aprendeu muito mais quando o  trabalho está envolvido em voar para uma estação espacial com uma tripulação a bordo, em comparação com o lançamento de uma nave espacial e recuperá-lo depois de umas órbitas.


"Todo grande projeto vai ter vários desafios técnicos", disse Horkachuck. "Uma das coisas refrescantes tem sido, uma vez que você convence SpaceX que eles precisam fazer uma mudança é a coisa certa a fazer a partir de uma perspectiva técnica, eles simplesmente saem e fazem. Não há um monte de disputas."


A parceria tem mostrado NASA um plano para lidar com futuras missões, também.
"Se você tem um bom relacionamento com o parceiro, é uma excelente forma de fazer negócios", disse Horkachuck.


"A história dos lançamentos de foguetes é que você pode ter uma missão bem sucedida e, em seguida, algumas pequenas coisas podem vir fazer perder a na missão seguinte," Horkachuck disse. "Há muitas pequenas coisas que podem dar errado, você tem que estar sempre atento sobre cada pequena coisa."


O foguete Falcon 9 e a cápsula Dragon estão no Cabo Canaveral passando pelos últimos preparativos antes do lançamento. Para Horkachuck, as três semanas em órbita será preenchido com a tensão familiar a qualquer pessoa envolvida com um vôo espacial, disse ele.


"Uma vez que a Dragon entrar em órbita e funcionar será certamente uma grande alegria, disse ele. "Mas eu acho que a maioria dos grandes eventos e eventos dinâmicos nesse voo espacial realmente culminaram a nave a aterrissar. Durante a missão, haverá momentos de pânico seguidos de longos períodos de calma."

Steven Siceloff
NASA's John F. Kennedy Space Center

Ameaça cósmica


Ameaça cósmica
© Foto: NASA
O gigantesco asteróide Apophis está voando em direção à Terra. Teoricamente, a sua colisão com a Terra é possível em 2036. Se isso se der, as conseqüências podem ser as mais catastróficas. Na opinião do vice-chefe da agência espacial russa Roskosmos, Vitali Davidov, o Apophis irá causar destruições maiores que o meteorito de Tunguska.
Em 2029 será possível calcular com precisão se haverá ou não uma colisão de Apophis com a Terra. A esta altura, o asteróide, que também gira em torno do Sol, irá aproximar-se a uma distância muito pequena do nosso planeta – cerca de 30 mil quilômetros. O maior desgosto que a população da Terra vai enfrentar neste caso é a cessação do funcionamento de aparelhos de televisão, pois os satélites geoestacionários se encontram precisamente a esta distância da Terra. Mas depois de penetrar no campo gravitacional da Terra, o Apophis pode alterar a sua trajetória e sete anos depois, quando se der mais uma aproximação do nosso planeta, pode ocorrer uma catástrofe, - adverte Serguei Naroenkov, perito em ameaças cósmicas do Instituto de Astronomia da Academia de Ciências da Rússia.
“Atualmente estima-se que as dimensões do asteróide Apophis sejam cerca de 230 – 300 metros de diâmetro. A queda de um corpo deste tamanho na Terra acarretará uma catástrofe de envergadura regional. Ao cair numa superfície sólida, o asteróide pode destruir tudo em um raio de cem quilômetros do local da queda. Além disso, haverá um terremoto de magnitude 7 na escala Richter. Se o Apophis cair na água, haverá um tsunami”.
Os especialistas pensam já agora em como afastar a ameaça do Apophis. Foram propostas diversas variantes. Pode-se pintar um lado do asteróide com tinta branca. A cor branca reflete a luz, portanto os raios solares irão aquecer de uma forma irregular a superfície do Apophis o que irá alterar, afinal, a trajetória do seu voo. Pode-se fazer explodir o asteróide, mas isso encerra um outro perigo: os seus fragmentos pequenos irão perfurar como metralha a atmosfera e as conseqüências disso na Terra serão ainda mais graves. A variante mais viável é lançar um “rebocador”, que leve o asteróide consigo, - opera Serguei Naroenkov.
“Trata-se de um aparelho, instalado bem perto do corpo do asteróide, que cria pequenas perturbações na órbita deste corpo celeste.  Os comandos transmitidos para este aparelho permitirão deslocar um pouco o asteróide a fim de evitar trajetórias perigosas, isto é, fazer que o asteróide atravesse um pouco mais cedo o ponto de colisão com a Terra ou, pelo contrário, um pouco mais tarde”.
Mas é preciso pôr em andamento este projeto já agora, visto que a sua realização requer tempo. Em 2029, quando for possivel avaliar com alta precisão a probabilidade da colisão do asteróide com a Terra, já será tarde enviar o rebocador, - adverte o cientista.
Aliás, nem todos os especialistas compartilham deste assustador ponto de vista. Yuri Karach, membro-correspondente da Academia Rússia de Cosmonáutica Tsiolkovski, acha que o espaço cósmico encerra ameaças muito mais sérias para a humanidade.
“A milhares de anos-luz de nós existe uma estrela binária, que gira em torno de um certo centro de massas. Existe a probabilidade de um dia ela disparar um feixe de raios roentgen. Se este feixe acertar na Terra, nós todos seremos submetidos à espectrofluorometria permanente, durante vários anos. Que acha desta perspectiva? Mas isso é perfeitamente real e a defesa contra este fenômeno é impossível. Uma vez que a estrela binária está a milhares anos-luz de nós, não podemos tomar nenhuma medida preventiva”.
Existe também mais um ponto de vista. Os cientistas assustam-nos com semelhantes “horrores” a fim de conseguir o aumento do fianciamento de seu setor. Atualmente estima-se que exista uma chance entre 250 mil de o Apophis vir a colidir com a Terra.


NASA propôs uma tecnologia de proteção da Terra contra asteróides


NASA propôs uma tecnologia de proteção da Terra contra asteróides
© foto: en.wikipedia.org
Cientistas criaram uma tecnologia para desviar asteróides que poderá proteger a Terra de futuros impactos. Os investigadores pretendem influenciar o movimento de asteróides, mudando a sua refletividade.
Uma nave espacial não tripulada aplicará tintas escura e clara eletrostáticas à superfície do asteróide girando. Em resultado, o sol vai aquecer um lado do asteróide mais do que o outro. O impulso reativo fraco, causado pelo resfriamento do lado quente, vai mudar a trajetória do corpo cósmico.
Normalmente, esse impulso é muito fraco e precisam-se de milhões de anos para que haja pequenas alterações na órbita do asteróide. Mas se tintar artificialmente os lados opostos do asteróide de cores contrastantes, a tração reativa pode ser significativamente aumentada.
Os cientistas querem testar este método no asteróide Apophis, que vai se aproximar da Terra em 2029 e 2036. Supõe-se que durante a experiência a trajetória do asteróide mudará até três raios da Terra em 2036.

Fonte: Voz da Russia                                     

terça-feira, 27 de março de 2012

NASA descobre indícios de água gelada em Mercúrio


A sonda espacial Messenger, da NASA, descobriu evidências de água gelada nos pólos de Mercúrio. A co-autora do estudo sublinhou, no entanto, que os resultados são só uma indicação e ainda não estão comprovados.
Um ano depois de entrar em órbita, a sonda espacial Messenger começou a revelar os segredos de Mercúrio. As imagens registadas indiciam a presença de água gelada nos pólos no planeta mais próximo do Sol. A investigação vem revelar que a eventual presença de gelo neste planeta se deve às "armadilhas frio", crateras situadas nos pólos que estão permanentemente à sombra.

Investigações anteriores já tinham identificado uma característica típica do gelo em algumas áreas próximas dos pólos de Mercúrio. Ao serem analisadas por um radar, estas zonas exibiam depósitos brilhantes que causavam reflexos. Agora, a cartografia da sonda Messenger revelou que essas áreas estão situadas precisamente nas mesmas regiões que se encontram permanentemente à sombra.

Messenger é a segunda sonda a visitar o planeta mais próximo do Sol, depois de a Mariner 10 o ter feito na década de 70. Desde que entrou em órbita, registou cerca de 100 mil imagens que revelaram novas informações sobre o planeta, incluindo sua topografia e a estrutura do núcleo, diferente de qualquer objeto rochoso já estudado.

Até à chegada da atual missão, existiam vastas zonas de Mercúrio por analisar. As zonas que provocam reflexos já tinham sido detetadas por telescópios terrestres, nos anos 90, mas só agora foi possível precisar o lugar exato onde se encontram. A imagens "mostram que todas as características brilhantes perto do pólo sul de Mercúrio estão localizadas em áreas de sombra permanente. Perto do pólo norte, esses depósitos também foram observados apenas nas regiões sombreadas, resultados consistentes com a hipótese de água gelada", disse Nancy Chabot, co-autora do estudo publicado na revista Science. No entanto, a especialista da universidade Johns Hopkins explicou à BBC que os resultados são só uma indicação e não uma prova da existência de gelo em Mercúrio.

A missão Messenger revelou também um Mercúrio menos montanhoso que Marte e que a Lua, através de um estudo do relevo no hemisfério norte. "A característica mais proeminente é uma extensa área de terras baixas situadas nas altas latitudes do norte e que hospeda as planícies vulcânicas daquela região", explicou Maria T. Zuber, cientista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e uma das autoras dos artigos publicados na Science.


Fonte: JN


Colaboração: Dri Watanabe

quarta-feira, 21 de março de 2012

“Objeto espacial” enigmático encontrado na Sibéria


Um fragmento de metal enigmático foi encontrado na Sibéria, num campo no distrito Kuybychevski, na região de Novossibirsk. O objeto tem uma altura de cerca de 2 metros, pesa 200 quilogramas e é feito supostamente de titânio. Especialistas da Agência Espacial da Rússia (Roskosmos) não podem por enquanto estabelecer a sua origem. O fragmento não faz parte de um míssil balístico, comunicou terça-feira um representante do serviço de imprensa da Roskosmos.

A conclusão definitiva sobre a origem do objeto só poderá ser tirada após um estudo pormenorizado por especialistas.

terça-feira, 13 de março de 2012

Alien Pyramid Discovered In Mars Rover Photo, NASA Source, March 2012.












Date of discovery: March 2012
Location of discovery: Mars


I was looking at this photo of mars surface in Bonniville Crater Panoramic and found this pyramid shaped object. Now it seems to reason that this object from its angles was made by intelligence. Is it a tiny pyramid, which explains the Apollo 20 mission to the moon and finding 5-7 cm skeletons of human-like figures inside glass tunnels along the walls of the giant ship (Deporte Crater, moon). Or is this a brick from a much larger structure or sculpture from millions of years ago? 



segunda-feira, 12 de março de 2012

China suplanta EUA pelo número de lançamentos espaciais







Em 2011, a China ultrapassou os EUA quanto ao número de lançamentos de foguetes espaciais, anunciou hoje o vice-diretor da Agência Nacional Espacial, Zhang Qian Heng.

De acordo com ele, no ano passado, a China lançou 19 engenhos enquanto que os EUA 18. Deste modo, Pequim passou a ocupar a segunda posição depois da Rússia que mantem a liderança com 36 lançamentos.  

domingo, 11 de março de 2012

Maior tempestade solar desde 2004 atingiu a Terra em cheio


Imagem, divulgada pela agência espacial americana, mostra tempestade solarUma forte tempestade solar, que parecia se dissipar, atingiu a Terra em cheio na noite de quinta-feira (08), tornando-se o evento geomagnético mais importante desde 2004, disseram nesta sexta-feira especialistas americanos, que esperam mais atividade para este fim de semana.

A descarga de radiação solar causou poucos transtornos na rede elétrica, mas obrigou as companhias aéreas a desviar rotas em torno dos pólos e gerou imagens impressionantes de aurora boreal em algumas partes do mundo.

O fenômeno começou na noite de terça-feira com uma série de explosões no Sol, que lançaram partículas carregadas em grande velocidade para a Terra, mas a tempestade parecia se dissipar na quinta-feira, sem provocar os cortes de energia ou os problemas com os sistemas de navegação por satélite GPS, como se esperava.

 
Espetáculo de aurora boreal na região de Yellowknife, As condições mudaram à noite, quando aumentou a intensidade da tormenta, que se elevou à categoria "forte" (G3) em uma escada de um a cinco, disse Bob Rutledge, chefe do departamento de previsões do clima espacial na Adminstração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês).

"Acabamos recebendo alguma coisa do forte impacto que esperávamos", disse, explicando que a mudança se deveu a uma alteração no campo magnético dentro da ejeção de massa coronal que explodiu fora do sol.
"Quando se olha a tempestade de forma global, em termos de tamanho e de potência, poderia se dizer que é a tormenta mais forte desde novembro de 2004", disse.

Nos estados do norte dos Estados Unidos, como Wisconsin, Michigan e Washington, houve registros de um espetáculo de luz noturna, causado pela aurora boreal, quando partículas altamente carregadas interagem com o campo magnético da Tierra, criando um brilho colorido.

E embora os operadores elétricos já tenham "visto estas alterações em seus sistemas, tudo deveria estar dentro do que são capazes de manejar", acrescentou Rutledge.

Embora se espere uma redução paulatina da tempestade a partir desta sexta-deira, Rutledge advertiu sobre a possibilidade de mais alterações até domingo devido a uma erupção durante a noite na mesma região solar conhecida como 1429, que tem estado em atividade desde o começo da semana.

A labareda solar atingiu nível dois em uma escala de cinco e não foi tão grande quanto a erupção de terça-feira, mas se combinou a uma ejeção de massa coronal que, segundo Rutledge, se dirigirá para a Terra na madrugada de domingo.

"Vai afetar a Terra. Dirige-se diretamente para nós", disse.

"Achamos que isto poderia provocar uma intensidade de tempestade que pode alcançar novamente o nível G3. Não achamos que tenha a mesma intensidade sustentada que teve a tempestade que acaba de terminar", acrescentou.

As tempestades geomagnéticas e de radiação são cada vez mais frequentes à medida que o Sol evolui de seu período de mínima a máxima atividade nos próximos anos, mas as pessoas geralmente são protegidas pelo campo magnético da Terra.

No entanto, alguns especialistas estão preocupados porque, como a dependência da tecnologia de satélites GPS é maior do que durante o último máximo de atividade solar, poderia haver maiores transtornos na vida moderna.

Fonte: Yahoo
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