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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Hubble descobre novo tipo de Planeta. Um 'Mundo de Água'

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

 
Concpeção Artistica do Planeta GJ1214b

Astrônomos confirmam a descoberta de uma nova classe de planeta. Estamos acostumado com os planetas rochosos e com os gigantes gasosos presentes em nosso Sistema Solar e que até então eram os únicos encontrados por todo o universo. Ao estudar o Planeta GJ1214b, foi descoberto um 'mundo de água'.


 
De acordo com o estudo, a estrutura interna do planeta seria completamente diferente da estrutura da Terra. Materiais exóticos como gelo quente e água superfluída podem fazer parte da composição do planeta. A atmosfera do planeta é composta em grande parte por vapor de água. O planeta, com densidade de cerca de 2 gramas por centímetro cubico (A densidade da Terra é de 5,5 g/cm³)  é formado predominantemente por água.


A teoria mais aceita é a de que o planeta se formou longe da estrela, onde o gelo é abundante e se aproximou com o passar dos anos. Se a teoria estiver correta, em algum momento de sua existência o planeta esteve na zona habitável de sua estrela (Ainda não existem dados para estimar quando isto ocorreu e por quanto tempo o planeta esteve nesta condição).

As descobertas foram feitas com o uso do instrumento WFC3, do telescópio Hubble, durante uma passagem do planeta entre a Terra e sua estrela. Raios da estrela foram 'filtrados' pela atmosfera do planeta, e medidas no infravermelho deram pistas sobre a composição da atmosfera do planeta.

O artigo publicado na Astrobiology Magazine pode ser lido aqui 
E o artigo cientifico pode ser lido aqui 


Colaboração: Henrique Guilherme Alves

Cyborgs podem estar surgindo

27 de fevereiro de 2012 

Membros perdidos como em acidentes ou na guerra sempre inspiraram a ficção científica a criar próteses cibernéticas que distanciavam-se muito da realidade. Braços e pernas robóticos, mãos completamente funcionais movendo-se e reagindo como uma de carne e osso – tudo isso estava longe de ser verdade. Até agora.

O Doutor Shawn Dirk, juntamente com outros médicos do Sandia National Laboratories, University of New Mexico e o MD Anderson Cancer Center desenvolveram um polímero biocompatível com os nervos humanos, permitindo que estes possam unirem-se de maneira quase natural aos nervos cortados na perda do membro. Estudos realizados em ratos de laboratório mostraram grande probabilidade de sucesso neste procedimento, com quase que nenhuma taxa a de rejeição pelo organismo dos animais.

Os estudos desta equipe ultrapassam até mesmo os empreendidos pelo Pentágono, que já gastou milhões com pesquisas – até agora – frustradas.


Colaboração: Henrique Guilherme Alves

Rússia elabora aparelho para combater asteróides

24.02.2012, 10:35


O centro estatal Makeiev de foguetes russo está elaborando dois tipos de aparelhos para combater asteróides, informa a agência Interfax.

"Nós levamos a cabo o projeto conceptual de criação de dois aparelhos cósmicos "Kaissa" e "Kapkan". "Kaissa" é aparelho cósmico de investigação, e "Kapkan" é aparelho de choque", - disse o chefe do Centro, Vladimir Degtiar, citado pela agência.

O Centro propôs em 2011 destruir os asteróides que ameaçam a Terra com a ajuda de explosões nucleares. A proposta, que supunha o uso dos foguetes Soyuz-2 e Rus-M, foi feita pública durante a conferência "A Semana do Cosmos", que teve lugar na Espanha em agosto de 2011.

Os especialistas do Centro propõem dois opções para lidar com os asteróides que aproximam-se da Terra: uma explosão nuclear na superfície do asteróide com o fim de quebrá-lo, fazendo dele vários corpos celestes menores, que terão trajetória distinta, e uma explosão nuclear perto do asteróide para mudar a sua trajetória.

Mensagens da Idade da Pedra (Santa Catarina)


Texto original: Dauro Veras

Adaptação: Letícia de Assis


No litoral de Santa Catarina, inscrições e monumentos deixados por nossos ancestrais pré-históricos desafiam a imaginação.



Há milhares de anos, o litoral catarinense era habitado por homens primitivos. Sabemos pouco sobre esses nossos ancestrais, mas eles deixaram mensagens gravadas na rocha para as futuras gerações. Além disso, supõe-se que inúmeras formações rochosas de pedras sobrepostas presentes em diversos pontos da costa catarinense fossem observatórios astronômicos: ainda hoje servem para marcar solstícios e equinócios e algumas delas chegam a desorientar bússolas nas suas proximidades.

    
E se as inscrições rupestres já despertam curiosidade por serem pré-históricas, que dizer então sobre as hipóteses levantadas durante as tentativas de traduzir seu significado. Pesquisadores locais estabeleceram semelhanças entre os desenhos pré-históricos e os atuais sinais usados pelos cientistas para representar o código genético e a divisão celular. As semelhanças são mesmo espantosas!

Seriam nossos ancestrais pré-históricos capazes de ler as estrelas e conhecer os segredos da vida? 



Fáceis de ver



A arte rupestre em Santa Catarina tem idade estimada entre 3 e 10 mil anos. Presentes em quase todo o litoral, desde São Francisco do Sul até os arredores de Laguna, as inscrições dividem as praias com milhões de turistas que, em sua maioria, nem sabem de sua existência. Também já foram catalogados sítios arqueológicos nas ilhas oceânicas próximas a Florianópolis e, no interior, nos municípios de Urubici, Gaspar e Ilhota.


A tarefa de 'traduzir' o que dizem esses desenhos ainda vai desafiar a Ciência por um bom tempo. Mas há pistas de que as formas geométricas encontradas representam conhecimentos universais. O número sete, por exemplo, sagrado em muitas religiões 'primitivas', é encontrado com frequência, enquanto máscaras gravadas em pedra na Ilha do Campeche guardam espantosa semelhança com as encontradas na escrita figurativa dos astecas, do México. Uma cruz dupla, também achada na Ilha do Campeche em Floripa, já foi reconhecida em Sanguá, na Aamazônia, e em Tiahuanaco, na Bolívia.



Nossa Ilha de Páscoa



Outra inscrição instigante da Ilha do Campeche é o painel com uma dupla máscara. No lado direito está gravado o símbolo da terceira visão – existente nas culturas maia, egípcia e hindu, entre outras – que representa o ser integral, usando 100% de sua capacidade. A máscara da esquerda corresponderia ao duplo astral ou corpo etéreo, também presente em outras culturas. Todas essas 'coincidências' indicam a possibilidade destes desenhos terem sido feitos por povos nômades que por aqui passaram num passado remoto.


Riquíssima em inscrições rupestres, a Ilha do Campeche esconde enigmas como um conjunto de hexágonos que é único no mundo e a “pedra do ferro elétrico”, que desorienta bússolas colocadas sobre ela. 



Dólmens e menires



O fascínio dos sítios arqueológicos não pára por aí. Em diversos pontos da costa catarinense há formações de pedras sobrepostas que chamam a atenção por sua singularidade. O pescador profissional Adnir Antonio Ramos, nativo da Barra da Lagoa, Floripa, pesquisa essas formações desde 1988 e chegou à conclusão de que elas foram colocadas deliberadamente nas posições em que estão para permitir observações cosmológicas. Ou seja, seriam dólmens e menires.


A palavra dólmen vem do bretão e quer dizer “mesa de pedra”. Menir – popularizada nas hitórias em quadrinhos do Asterix – também vem do bretão, significando “pedra longa”. Essas formações estão presentes em vários lugares do planeta, e a mais famosa é Stonehenge, na Grã-Bretanha, um sofisticado observatório astronômico construído há milhares de anos.


Fonte: http://www.santacatarinaturismo.com.br

Colaboração: Dri Watanabe

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Um asteróide de grande dimensão passará junto da Terra em fevereiro de 2013

27.02.2012, 18:49

Um asteróide com diâmetro de 40 a 90 metros poderá passar junto da Terra em fevereiro do próximo ano. 

Trata-se do corpo celeste denominado de 2012 D-A14, descoberto a 23 de fevereiro pelos astrônomos do observatório La Sagra, na província espanhola de Granada .

O exame da trajetória do voo indica que o asteróide seguirá o seu caminho à distância de 27 mil km da Terra, no dia 15 de fevereiro de 2013, pelas 23h25, hora de Moscou, ou seja, passará abaixo da órbita que se utiliza por satélites geo-estacionários. No entanto, cientistas afastam hipótese de eventual colisão do asteróide com a superfície terrestre.


Cientistas descobrem 'novo' círculo em Stonehenge

Atualizado em  22 de julho, 2010 - 10:53 (Brasília) 13:53 GMT 

Arqueólogos descobriram um segundo círculo próximo ao célebre monumento milenar Stonehenge, na Grã-Bretanha.

O achado vem sendo considerado o mais importante dos últimos 50 anos na região.

Em vez de usar pedras, os limites do círculo, escavado na terra, teriam sido demarcados com postes de madeira, já que foram encontradas dezenas de buracos com cerca de um metro de profundidade.

A descoberta faz parte de um projeto milionário de arqueologia na região de Wiltshire.

O coordenador do projeto, o professor Vince Gaffney, da universidade de Birmingham, classificou o achado de "excepcional".

O "monumento" circular data do perído Neolítico ee da Idade do Bronze. Ele fica distante 900 metros das enormes pedras de Stonehenge.

vídeo: http://www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2010/07/100722_videostonehengeebc.shtml

Fonte: BBC

Cientistas chamam atenção para futuro dos oceanos

Aumento das temperaturas médias dos mares pode levar à extinção de entre 20% e 50% das espécies do planeta

24 de fevereiro de 2012 | 8h 01
 
A conferência anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS) foi realizada de 16 a 20 de fevereiro em Vancouver, cidade à beira-mar no Canadá. Não por acaso, diversos relatos de pesquisas relevantes sobre a vida e o futuro dos oceanos foram apresentados durante o encontro e chamaram a atenção do público em geral e especialmente da comunidade local.

Uma das exposições de grande repercussão foi a de James Hansen, do Instituto Goddard para Estudos Espaciais da Nasa, a agência espacial norte-americana. Segundo Hansen, o uso intensivo de combustíveis fósseis e o consequente aumento das temperaturas médias dos oceanos (já bastante superiores às do Holoceno) podem levar, entre outras consequências, a elevações de vários metros do nível dos oceanos e à extinção de entre 20% e 50% das espécies do planeta.

A elevação do nível dos mares coloca em risco a própria existência física de cidades em áreas costeiras de baixa altitude, como é o caso de Vancouver, entre muitas outras. O fenômeno é intensificado pelo derretimento de parte das calotas polares, também decorrente do aquecimento global, especialmente em regiões mais próximos dos polos, como também é o caso da cidade canadense.

O alerta de Hansen, uma das grandes estrelas da reunião da AAAS, teve, portanto, grande impacto na opinião pública da cidade anfitriã da conferência, inclusive porque suas autoridades públicas tomaram recentes decisões que seguem na contramão das advertências do cientista.

Por exemplo, há planos para dobrar a produção de carvão metalúrgico e fazer crescer significativamente a de gás natural liquefeito, não só para atender à demanda local por energia, mas também para exportação.

Menos célebre do que Hansen, mas também muito respeitado na comunidade científica internacional, Villy Christensen, professor da Universidade da Colúmbia Britânica, apresentou resultados iniciais, mas impressionantes, de seu projeto Nereus, cujo nome homenageia o deus grego que previa o futuro e morava no mar Egeu.

Segundo Christensen, as melhores estimativas atuais são de que há nos oceanos cerca de 2 bilhões de toneladas de peixe, ou seja, cerca de 300 quilos para cada habitante do planeta. No entanto, pelo menos metade disso está em zonas muito profundas dos mares, é constituída de espécies pequenas demais em tamanho e, por isso, é inviável para exploração comercial e consumo humano.

E na outra metade, de peixes que medem pelo menos 90 centímetros e são apropriados para alimentação de pessoas, houve um declínio da biomassa de 55% de 1970 até agora. “É uma mudança dramática e global”, disse.

Christensen defendeu que se invista mais em pesquisa sobre a vida marinha e especialmente sobre o impacto do aquecimento global sobre ela para que decisões políticas apropriadas possam ser tomadas, mas - apesar da necessidade de mais estudos - ele acha que o que já se sabe é suficiente para muita preocupação com o futuro.

Por exemplo, há a previsão de que o aumento da temperatura das águas vai fazer com que muitas espécies de animais marinhos procurem as águas mais frias das regiões mais próximas dos polos, o que poderia beneficiar os habitantes dessas áreas.

Mas William Cheung, que trabalha no mesmo projeto Nereus, argumenta que essa conclusão otimista pode ser apressada e errada: diferenças de quantidade de oxigênio em águas frias e quente e a crescente acidificação dos oceanos, outra consequência das mudanças climáticas, também comprometem negativamente a produtividade marítima.

Lisa Levin, do Instituto de Oceanografia Scripps, da Califórnia, em outra atividade da conferência da AAAS, corroborou indiretamente a fala de Cheung. Levin mostrou conclusões de sua pesquisa, segundo as quais o aquecimento dos oceanos produzidos pelas mudanças climáticas está causando a expansão de zonas submarinas de baixo oxigênio, o que afeta negativamente a produção pesqueira de diversas regiões, inclusive as da costa da Colúmbia Britânica.

Levin chama o fenômeno de “compressão de habitat” e disse que ele afeta áreas que se estendem por mais de 150 mil quilômetros em torno das beiradas dos oceanos. Segundo suas previsões, até o ano de 2050, peixes que habitam nessas regiões podem perder 50% na variação da profundidade em que vivem.

Os canadenses são bastante sensíveis para este tipo de problema por já terem visto como podem ser socialmente dramáticos os seus efeitos. Há cerca de 20 anos, a escassez da produção de bacalhau na região de Newfoudland, na costa leste do país, provocou o fim de 40 mil empregos. Diversas espécies de peixe - como o do bacalhau atlântico daquela cidade - estão sendo consideradas como ameaçadas de extinção e sua pesca está sendo restringida ou totalmente proibida.

Patentes genéticas

Os efeitos dos problemas dos oceanos são percebidos em vários países. O professor Rashid Sumaila, também da Universidade da Colúmbia Britânica, apresentou aos participantes da conferência da AAAS estudos que conduziu no México que apontam redução de até 20% em poucos anos na produção de pesca de diversas espécies de peixes e moluscos.

Os efeitos de mudanças nos oceanos na vida do planeta discutidos na reunião da AAAS em Vancouver não se limitaram aos atuais e aos do futuro.

Peter DeMonocal, biólogo marinho da Universidade Columbia de Nova York, mostrou sua pesquisa, de acordo com a qual grandes diferenças de temperatura nos oceanos Índico e Pacífico que ocorreram há 2 milhões de anos foram responsáveis por alterações de padrões de chuva na África oriental que desertificaram vastas áreas daquele pedaço do mundo.

Mesmo quando as notícias sobre a exploração, a atividade e as mudanças nos oceanos apresentadas no encontro da AAAS são inegavelmente positivas, elas não deixaram de trazer junto com elas algum tipo de preocupação.

Por exemplo, Carlos Duarte, diretor do Instituto de Oceanos da Universidade da Austrália Ocidental, relatou como um grande tesouro de recursos genéticos está sendo descoberto e permitirá aplicações em diversos setores da economia, como medicamentos para combater dores, câncer, regenerar tecidos e ossos ou para gerar biocombustíveis.

De acordo com Duarte, desde 2009 cerca de 5 mil patentes genéticas de organismos marinhos foram requeridas e é previsto um aumento de 12% ao ano desta quantidade. Duarte também afirmou que a vida marinha tem uma diversidade muito superior à da terrestre e que pode levar até mil anos para que todas as suas espécies sejam descobertas e catalogadas.

Tudo isso pode ser ótimo, mas também pode provocar ainda mais problemas se não houver uma regulamentação bem concebida e cumprida rigorosamente para evitar excessos na pesquisa e exploração desses recursos, que agravariam ainda mais os efeitos das mudanças climáticas.

Além disso, há a questão de quem vai usufruir materialmente dessas descobertas. Apenas dez países têm 90% dos pedidos de patentes genéticas de organismos marinhos e três deles (Estados Unidos, Alemanha e Japão) têm 70%.

Isso pode fazer com que o fosso entre países ricos e pobres aumente ainda mais, com as inevitáveis tensões sociais decorrentes, e causar atritos diplomáticos capazes de prejudicar eventuais compromissos em decisões sobre problemas críticos, como os das mudanças climáticas.

Fonte: Estadão
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